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Em Cajazeiras, a gestão da prefeita Corrinha Delfino parece ter feito uma escolha clara: investir energia, visibilidade e recursos em eventos festivos, enquanto serviços essenciais seguem relegados a segundo plano.
Carnaval gigante, festas juninas e eventos que chamam a atenção — tudo isso tem seu valor cultural e econômico, é verdade. Mas nenhuma festa é capaz de esconder o que o cidadão enfrenta no dia a dia: lixo acumulado, espaços públicos sujos e um cenário de abandono que se espalha principalmente pela periferia e distritos.
Passado quase um ano e meio, os problemas persistem. Não se trata mais de uma falha pontual ou de dificuldades momentâneas. É um padrão. A coleta de lixo é alvo constante de reclamações, e a limpeza urbana parece funcionar em ritmo seletivo: o centro recebe atenção, enquanto bairros mais afastados seguem esquecidos.
E quando o assunto são as ruas, a situação é ainda mais preocupante. Buracos tomam conta das vias, dificultando o tráfego, causando prejuízos e colocando em risco motoristas e pedestres. E não, não se pode atribuir essa realidade apenas ao período chuvoso. Muitas dessas crateras já existem há meses, algumas há mais de um ano, sem qualquer solução efetiva.
A sensação que fica é de uma gestão que prioriza o que aparece, o que gera palco, aplauso e visibilidade. Enquanto isso, o básico — aquilo que realmente impacta a qualidade de vida da população — segue negligenciado.
Festa não substitui serviço. Evento não tapa buraco. E propaganda não limpa a cidade.
A população de Cajazeiras não cobra luxo. Cobra o mínimo: respeito, atenção e uma gestão que entenda que governar vai muito além de promover eventos — é cuidar da cidade todos os dias.








