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O secretário de Saúde da Paraíba, Ary Reis, afirmou, nesta sexta-feira (27), que a sobrecarga no Hospital Metropolitano é resultado direto da redução e desestruturação de serviços de cirurgias cardíacas e neurocirurgias em outras unidades do estado.
Segundo o secretário, a situação é “matemática simples”. Antes, a Paraíba contava com três polos principais de atendimento de alta complexidade: Campina Grande, João Pessoa e a rede estadual, com destaque para o Hospital Metropolitano.
Em Campina Grande, os serviços eram realizados por hospitais como João XXIII, Antônio Targino e Help. De acordo com Ary Reis, houve cancelamento de contrato com o Help, além de paralisação das atividades nos hospitais Antônio Targino e João XXIII.
Já em João Pessoa, o cenário também sofreu mudanças. O Hospital Dom Rodrigo teve suas atividades encerradas, enquanto o contrato com o Hospital Universitário (HU) foi encerrado, mas está em processo de renovação após pressão do Governo do Estado. O Hospital Santa Isabel, por sua vez, ainda mantém atendimento, mas, conforme o secretário, não consegue absorver toda a demanda.
Com a redução desses serviços, o fluxo de pacientes passou a ser direcionado majoritariamente ao Hospital Metropolitano, gerando a sobrecarga atual.
“Quando essas estruturas são desmontadas, só sobra o Metropolitano”, destacou Ary Reis.








